13/12/2025

Viva a democracia brasileira!

 

Fica ministro! Por Antônio José Botelho, em 12 de dezembro de 2025

O paladino da democracia tem determinado duros golpes à extrema direita pátria. Com coragem e competência agiu com correção dentro do campo penal, ainda que se possa questionar o método e a metodologia jurídica. É que, no direito positivo, a interpretação e aplicação das leis é parte da autonomia e soberania dos juízes. E isso aconteceu mesmo com o tio Sam urrando. Tal rugido se transformou num miado, sem maiores prejuízos, apesar das perdas econômicas decorrentes de medidas protecionistas, determinadas por ações politiqueiras contra o próprio país, articuladas por um sujeito que, em tese, seria o candidato da direita em 2026. No bojo, restrições financeiras e econômicas às autoridades.

A tentativa de livrar a sentença e pertinente cumprimento da pena, agora imposta progenitor do político faltoso, em trânsito julgado, se mostrou desastrosa e profundamente humilhante para esse grupo de radicais. Esse grupo político ao invés de ter governado, segundo seus ditames liberais e conservadores, buscou o pior, um regime de exceção. Perdeu playboy!

Tentaram bagunçar o coreto deste a pandemia, sequenciado nas eleições. Porém, a turma de juízes, tanto no quesito democrático quanto na perspectiva de cobrir o vácuo da inércia administrativa, agiu em prol da mantença constitucional e executiva. As eleições aconteceram e medidas regulatórias e executórias foram levadas a termo.

Pode-se até admitir determinado ativismo político. Todavia, uma reação é possível e necessária quando uma ação ou inação vem para prejudicar o tecido social como um todo. Chamaram de todos os adjetivos possíveis, incluindo ditador de toga e ditadura do judiciário, além de imputar o já tradicional fora, Moraes. Na realidade, foram incapazes e insensíveis de reconhecer o valor da democracia em curso, sob o albergue do estado moderno.

Sabemos que existem falhas, que pontos e processos devem ser aprimorados, especialmente o nível dos parlamentares. Contudo, essa costura fica mais visível num estado de coisas legais e legítimas, verdadeiramente dentro das quatro linhas, com o leme do conhecimento guiando as decisões. E não de forma estabanada e atabalhoada, estabelecendo um “faz de conta” institucional em benefício de uma ideologia extremista, preconceituosa, etecetera, especialmente negacionista, frente às ameaças e emergência climáticas.

É visível o desequilíbrio do grupo, cujos principais integrantes agora brigam por uma, duas ou mesmo três indicações para a candidatura que as represente. Essas escolhas recairão entre políticos de um espectro que vai do centro até a extrema direita, passando pela própria direita. Portanto, devem se fracionar para se unirem lá na frente, caso haja segundo termo. Mas vão pegar um candidato progressista forte, que segue acumulando vantagens, especialmente sob o slogan efeito Lula: empregos em alta, fome zero, inflação sob controle, produto positivo, ainda que com uma taxa básica de juros da economia estratosférica que, ao fim e ao cabo, protege os rentistas, via dívida pública.

Extremamente hábil em negociações, que é a praia do presidente, Lula arrefeceu o ímpeto do tio Sam, alimentado por notícias falsas e mentirosas acerca de democracia brasileira, que segue firme em processo de aperfeiçoamento. Os conflitos com o congresso, de perfil de direita, soam de forma desarmoniosa para a sociedade, pois cada qual quer assegurar seu naco de eleitores, mantendo espaços de visibilidade. Mas até nos pontos cruciais, a turma de juízes tem mantido os ditames constitucionais. Os parlamentares fora dos quadrantes regimentais, ou mesmo fora da lei, devem continuar perdendo seus mandatos, e até mesmo serem condenados e presos.

Nesse vale tudo, o uso do estado de saúde do genitor deve ser usado como arma para novas agressões e sobrevida política. E pasmem, vídeos robotizados, enviados mecanicamente de forma intensa, já estão comovendo, na grande rede, senhorzinhos e senhorinhas saudosas. A ideia é insuflar a bolha extremistas, que, todavia, já está furada e murchando. Entretanto, tudo deve estar sendo providenciado com respeito à dignidade e às necessidades médicas do inonimável-inelegível, porém, sem refresco; como aliás deve ser com todo detento-presidiário. Refresco quem volta a desfrutar é o paladino da democracia, que retorna à regularidade financeira e econômica global da modernidade, nas bandas de cá, ainda comandada pelo tio Sam.

Na qualidade de um ex-quase anarquista não deveria aplaudir a democracia burguesa, eivada de vícios e desvios. Apesar de oportunizar a alternância de poder, os políticos eleitos pecam por não respeitar compromissos assumidos, e, dentre outros viéses negativos, por macular, às vezes indiscriminadamente, o orçamento público - vejam vocês, ainda há resquícios da prática do orçamento secreto, iniciado no governo passado de extrema direita. Contudo, mesmo ainda privilegiando a maioria em detrimento das minorias, quando os governos se posicionam nos extremos, devemos respeitar e fazer reverência ao estado moderno, que sucedeu o aristocrático. Ou seja, o instituto estado ainda é necessário! O importante é que esta sucessão está pautada na democracia republicana, e não em sequências hereditárias monárquicas; até o momento o melhor instrumento de orgazanização social já elaborado pelo homem, que, combinada com o desenvolvimento sustentável, representa a melhor opção para a humanidade e para a natureza. Pisou na bola, troca de comando! Então, viva a democracia brasileira! Viva a democracia! Viva!

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