Agora é tempo de Yoga IX[1]
Grupo
de Duas Posturas Invertidas: a mãe&rei dos ásanas.[2]
Significados&Significações para
Assentamentos no Espaço Interno&Subjetivo.[3]
O professor Carlos Eduardo definiu as
Upanishads do Yoga para albergar as posturas invertidas, notadamente, a
sarvangasana, a mãe dos ásanas, e o sirshsana, o rei dos ásanas. Embora essa
categoria de Upanishads não seja, essencialmente, foco para a prática de
ásanas, é um ótimo background mitológico para acolher essas duas posturas.[4]
Então, vamos à síntese dos
comentários&preleções do professor sobre esses textos, as Upanishads do
Yoga.
Para início de conversa o estilo literário
das Upanishads do Yoga trata&retrata cunhos&aspectos místicos&filosóficos.
E é o estilo mais duradouro da cultura sânscrita. As Upanishads clássicas
possuem cerca de 3.500 anos, variando do século 1.700 a.C. até o século 1.800
da nossa era. Já as do Yoga se apresentam como do “período medieval”,
aproximadamente, entre os séculos VI/VII e XVII. Inclusive, algumas foram aditadas
até mais recentemente, no século XVIII.
Upanishad significa sentado abaixo e ao
redor do mestre. É a maneira, como ainda hoje, dos discípulos receberem os
ensinamentos do professor. A perspectiva do Vedanta envolve mudanças de
cenários culturais. O foco das Upanishads foi relativamente contínuo ao longo
desse período, tanto considerando as clássicas, quanto as do Yoga. O que
prevalece é a visão mística&mítica do sujeito consigo mesmo, visando a
busca da autorrealização.
O conjunto das Upanishads do Yoga é
atestado por uma das últimas delas, chamada Muktika Upanishad, do século XV.
Ela cita 1.180, mas lista apenas 108 Upanishads, com o foco sobre o si mesmo,
sobre Atman idêntico a Brahman; por isso mesmo que alguns yogins&yoginis
devotos&devotas entendem que só uma categoria, vale dizer das Upanishads,
simplesmente. Essa listagem, contudo, exigiu uma classificação, para
distribuição dos textos em categorias. E a base é a vinculação das obras com as
linhas védicas: rigveda, samaveda, yajurveda (branco&negro) e atharvaveda. Outras
classificações foram criadas mais recentemente, desta feita associadas às
linhagens&tradições espirituais do hinduísmo; ou seja, alguns pandits
puxaram a sardinha para a interpretações de suas escolas
filosóficas&religiosas, sem serem consubstanciados por um documento
autoritativo. Inclusive, o trânsito entre as classificações causa alguma
polêmica&desconforto entre estudiosos&devotos. Contudo, o que
interessa, aqui, é que são Upanishads do Yoga.
E, é bom deixar registrado, que não
significa que sejam obras doutrinárias por constituir uma doutrina do Yoga.
Porém, significa sim que trata de assuntos&temas pertinentes ao Yoga.
Tratam de debates sobre Yoga que aconteciam entre o sexto e o décimo dezoito
séculos da nossa era. Embora, as datações sejam imprecisas, a maioria foram
produzidas entre os séculos XII e XVI da era moderna; portanto, cerca de
400/500 anos da época medieval. Desta forma, não são tão antigas como as
Upanishads clássicas, como a Brihadaranyaka e a Chandogya. E algumas delas como
a Svetasvatara e Katha Upanishads até tratam de temas sobre o Yoga, todavia de
forma secundária. Sobre datações, sempre há controvérsias, pois, às vezes,
citam a própria Svetasvatara como a mais antiga; o próprio professor Carlos
Eduardo é aderente a esse marco inicial. Isso não é tão importante; o essencial
é sobre o que tratam.
As principais Upanishads do Yoga são
vinte, aproximadamente, cujo foco fundamental é trazer inspiração
poética&mitológica para a prática&caminho espirituais, vertidas ao
autoconhecimento para o yogin&yogini: dezesseis são as mais citadas e dessas
principais mais famosas sete trazem informações básicas sobre a
HathaYoga&Tantra. E, aqui, chegamos ao cerne do que interessa à mitologia
dos ásanas. Assim, no quanto delas há presença&trabalho sobre ásanas? Dessas
Upanishads cerca de 6/7 sequer mencionam o ásana; e 6 delas tratam do OM
(pranava), que é idêntico Brahman, o eu interno, Atman. A Mandukya, uma
Upanishad clássica, elabora, de forma definitiva, a definição do OM, formando a
base das reflexões posteriores.[5]
Porém, em algumas outras sim, aparece o assunto vinculado ao ásana.[6] O
professor Carlos Eduardo lista as seguintes Upanishads do Yoga, no curso A
Mitologia dos Ásanas, citadas na ordem&posição em que aparecem na Muktika
Upanishad. No texto de apoio do seu curso, acompanha uma síntese das suas
essências.
1. Hamsa
(15);
2. Amrtbindu
(20);
3. Amrtnada
(21);
4. Kshurika
(31);
5. Nadabindu
(38);
6. Dhyanabindu
(39);
7. Brahmavidya
(40);
8. Yogatattva
(41);
9. Trishikhi
Brahmana (44);
10. Yogachudamani
(46);
11. Mandalabrahmana
(48);
12. Shandilya
(58);
13. Pashupata
(77);
14. Yogakundali
(86);
15. Darshana
(90);
16. Mahavakya
(92).
Essas Upanishads do Yoga, que tratam do
ásana, abordam&apontam para o mesmo como conhecimento seguro, ou seja, não
é uma prática corporal, mas mental, feita com convicção. Essa concepção
prevaleceu até o século XVIII, quando ainda não se percebia o destaque corporal
que o ásana ganharia na modernidade. Por isso, é importante a revisitação da
prática com base em significados&significações mitológicas, enquanto
objetos de meditação, quando assentados correta&adequadamento no espação
interno&subjetivo. Ou seja, readotar o ásana como atitude mental, como
prática para alcançar os objetivos do Yoga, que viabilizam&oportunizam
moksha!
Agora, a mãe de todos os ásanas, sarvangasana,
o pouso sobre os ombros!
É um ásana que alguns acreditam que seja
um dos modernos, mas só que não! Está num texto clássico dos Nathas, no
Rudrayamala Uttaratantra, inclusive, descrito; portanto, é bem antigo, desde
séculos atrás. Os Nathas enxergam o mundo de forma invertida. Então,
sarvangasana se tornou um emblema da seita dos Nathas, ou seja, valorizar as
coisas&eventos&conteúdos que vêm de dentro de nós, que emergem do
coração, é o que importa, dando valor&importância ao nosso mundo sutil,
autorrealizando uma existência invertida, via compromisso de seguir
diária&continuamente a voz do coração. Espera aí, como assim ter uma
existência invertida? É o que vamos ver!
Vejam, abaixo, a posição final do
sarvangasana, em sua variação mais conhecida&famosa. Sarvangasana é
elogiada&aplaudida, por isso acompanhamos a denominação de “mãe” de todos
os ásanas, dada em alguns trabalhos modernos.
Sarvangasana significa o assento
de todas as partes do corpo! Sarva = todo; anga = membro. Significa
integrar todos os componentes do corpo. É desde aqui que começa a
explicação.
A ideia primordial é integrar o nosso
corpo material com o corpo sutil. Por isso, sarvangasana é o veículo de
expressão do nosso ser mais íntimo, mais interno&subjetivo. Mas, e na
prática, como acontece? Vamos perceber a superação da dualidade, sinalizando o
desequilíbrio entre os dois corpos, vale dizer, da matéria, entendido aqui pelo
grosseiro, e do espírito, pelo sutil (embora o corpo sutil ainda seja matéria).
O que queremos dizer? É que se assentamos o corpo buscando
descando&firmeza, mas mantemos o nosso mundo subjetivo em conflito, com a
nossa mente agitada, nada acontece de positivo. Isto é, o assentamento não está
pleno, não produzindo o efeito desejado, pois a agitação da mente prejudica o
nosso corpo. Portanto, a mente precisa ficar tranquila para também se assentar
na postura. Essa é ideia do sarvangasana, ou seja, assentar o corpomente! E
daí?
E daí que uma mente agitada, no extremo,
pode colapsar o corpo, com desequilíbrios&doenças (ainda que a
decadência&falência seja natural com o avançar da idade). O mundo
externo&objetivo é a fonte de todas as nossas tensões&preocupações, que
deixam a mente agitada&inquieta. A mente para relaxar precisa inverter a
sua perspectiva, a sua visão de mundo. Aí está o cerne da questão, que envolve
o correto&adequado assentamento do sarvangasana. Claro, o corpo também
precisa estar saudável! Mas, aceitar que o mundo subjetivo é o mundo real é a
solução para superar a dualidade: do irreal para o real; das trevas para a luz;
da mortalidade para a imortalidade, diz o mantra hindu de iluminação! Com isso,
superamos todos os pares de opostos.
O mundo objetivo é falso! E, no Yoga, o
que importa é a Verdade! Se a mente não aceitar a Realidade, última&definitiva,
ela não relaxa, pois ela fica defensiva&aflita. Aceitar o mundo subjetivo é
uma ideia fundamental. Mas, a mente dará mais importância para o mundo
objetivo, se estivermos mais conectados com a matéria, em detrimento do
espírito. Se assim for, a mente vai continuar tensa&inquieta, mesmo o corpo
estando relaxado; aliás, será até pior se o corpo estiver relaxado, pois fica
desarmado, com as portas abertas às
marcas&tendências&traços&memórias, que devem ser superadas. Portanto,
inverter a maneira de enxergar o mundo altera a perspectiva de enxergar as
coisas&eventos&conteúdos, autorrealizando a não-identificação. Ou seja,
a manifestação dos fenômenos relativos&transitórios&efêmeros deve,
portanto, ser vista pela mente como irreal, para que ela possa, de fato,
relaxar. Tirar as tensões&agitações do mundo subjetivo é o mais importante,
isto é, se o mundo interno estiver tranquilo&pacificado, as
agitações&tensões do mundo externo não nos afeta.
Como já dito, essa é a proposta do
sarvangasana, que, de todo modo, tem que ser realizada pelas sabedorias (no
plural mesmo), para o yogin&yogini se tornar um(a) erudito(a). Vidya é
sabedoria! A sabedoria se expressa na ação de um pandit. A erudição se expressa
no falar de um sábio. O pandit sabe fazer, mas nem sempre sabe explicar; já o
sábio&poeta (rishi) sabe explicar, mas nem sempre sabe fazer. E o que isso
tem a ver? É que as sabedorias fluem pelas mahavidyas, quando
percebemos&intuímos diversas&múltiplas formas de agir&fazer, para
resolver problemas&dilemas que se apresentam em nossas vidas, sem
explicações, sem lógica. Vem da energia Shakti, a deusa-mãe, por ações das
grandes deusas, e sob os poderes de Shiva. É o que sarvangasana pode
viabilizar&oportunizar, quando há correção&adequação em seu
assentamento, vale dizer, quando os corpos, grosseiro&sutil, estão em
equilíbrio. Utilizamos essa sabedoria natural da mente, para alcançar o
coração.
A execução de sarvangasana deve ser
realizada com firmeza da mente, aquela que pensa com clareza. Ou seja, a
atitude deve ser mental e não só corporal. Não é um ásana para artista de circo
(no sentido da sua estética), mas para uma pessoa que tenha clareza. A
ideia&proposta é ir além da dualidade do esforço versus repouso, pois o
objetivo não é alcançar a perfeição, mas o equilíbrio interno. Deve-se
propiciar um assento para todo corpomente. Durante a execução não se deve reter
o Prana, pois sarvangasana alcança o vayu sutil, que mexe com o corpo sutil; o
vayu grosseiro mexe com o corpo. Pranas sutis são mais difíceis de se
identificar, porém com eles se alcança o mundo dos deuses, promovendo o(a)
yogin&yogini congelado(a). O que isso significa? Significa posturas&atitudes
indiferentes&insensíveis perante o mundo objetivo&externo. E isso é
alcançado relaxando a mente, conforme ficou dito acima. E não se trata de
descortesia ou falta de generosidade, mas do silenciamento no tumulto do mundo
secular, sem se deixar levar arrastar pelas correntes existenciais. Definitivamente,
sarvangasana não deve só ser executada com o corpo, mas invertendo a
perspectiva da mente, para assentá-lo adequado&corretamente. O
silenciamento aponta para focar&fixar, na realidade ilusória&relativa,
apenas naquilo que é essencial, nas coisas que são mais importantes para nós,
já que não podemos dar conta de tudo. Assim, a ideia não é pirar, pois não
adianta saber tudo, e nem tem como conhecer tudo (salvo com o
autoconhecimento)! É impossível para yogin&yogini no processo de realização
espiritual.
Então? Vamos praticar sarvangasana com
esses significados&significações na mente, para acessar e dar voz ao
coração, com ela quieta e este pacificado, para o correto&adequado
assentamento?
Agora, shirsha, a cabeça como assento; shirshasana,
o pouso sobre a cabeça - o rei dos ásanas!
Shirshasana não aparece em nenhum
texto clássico de hathayoga&tantra, podendo ser uma criação moderna. Mas,
shirsha encerra uma palavra importante, pois além de oferecer o pouso para
shirshasana, representa a parte mais elevada, o topo de qualquer objeto ou
criatura. Além disso, oferece muitos paradoxos importantes, como veremos!
Inclusive, pode ser elevada à
representação da montanha, onde a cabeça é o pico nevado dos Himalaia. Podemos
fazer do topo da montanha a condição de pico nevado que, tradicionalmente,
representa o local&lócus de encontro de&dos sábios&santos, os quais
são citados como visitando ou mesmo habitando o topo das montanhas. O próprio
deus&lorde&senhor Shiva está associado à famosa montanha Kailash
(Morada de Shiva), onde tem seu assento eterno&perene. Mas, também se
associa aos cabelos grisalhos, pois, na tradição hindu, a idade avançada não é
sinônimo de degeneração&decadência, mas de sabedoria&elevação
acumuladas durante toda e existência. Dito em outras palavras, a cabeça
grisalha é o ponto&momento de encontro com os nossos antepassados.
O fato da inversão de shirsha, em
shirshasana, traz os primeiros dos paradoxos, pois a cabeça, na medida em que
está sempre para cima, na postura, fica para baixo, como que buscando
equilíbrio&força&elevação não só para o corpo, mas também para a mente,
para o corpomente, enfim. Podemos visualizar, ainda, uma representação da
figueira sagrada indiana, que nasce no ar e busca sua força na terra; assim é
shirshasana, que busca na terra a força dos deuses Soma&Savita, para
impulsionar nossos pensamentos, com a energia dos vegetais&dosol.
A cabeça pode ser associada à sabedoria,
porém não à sua sede. A sede da sabedoria é no coração, onde está o
autoconhecimento definitivo&eterno! A cabeça tem outro sentido, igualmente
importante, na medida em que tem a porta para a sabedoria, por intermédio do
orifício de Brahma (brahmarandha), localizada, fisicamente, na moleira, que se
fecha na fase adulta. Por essa porta, um das de nosso corpo, encontramos o
guru, exatamente, acima do orifício imaginário. Lá, tem um chakra, onde reside
o guru, onde habita Shiva. Como assim? Shiva não reside&habita no nosso
coração? Eis, aqui, mais um paradoxo dos significados&significações de
shirsha&shirshasana. Ele, Shiva, reside&habita nos dois lugares: no
suprafísico, além do material (chakra do guru), e, igualmente, no coração,
espiritual (anahata chakra). Esses dois lugares possuem o mesmo chakra, pois
ambos têm doze pétalas. Portanto, a cabeça é o portal para acesso ao guru,
Shiva!
Querem um outro paradoxo? Então, lá vai! Na
cabeça também acontece a morte, que não é um evento muito agradável&simpática
para nós ocidentais (se é que ela existe), quanto a busca atraente&arrebatadora
da sabedoria, por meio do guru. O Prana, que mantem nosso corpo
vivo&emmovimento, abandona os canais sutis e se move para dentro da cabeça
no momento da morte em busca dos fenômenos subjetivos&espirituais. Assim, a
cabeça é, igualmente, o portal da morte! Faz parte do conjunto de paradoxos
complexos dos significados&significações que shirsha, que a cabeça possui
na tradição hindu.
E, para completar os paradoxos, a cabeça,
shirsha, por estar no topo representa o comandante, embora não seja, de fato, o
verdadeiro, que está acima dela na presença de Shiva – que, como já vimos,
também está no coração. No entanto, apesar dessa proximidade, nem sempre Shiva
é obedecido, pois é a mente que vocaliza&transmite os comandos para o
corpo. Ajna, que significa comando, é o chakra equivalente que fica entre as
sobrancelhas, fazendo parte do sistema dos centros energéticos (chakras) do
Tantra. Essa localização funciona como atrativo para o Prana se alojar no
centro da cabeça, para estimular a aceitação da voz do coração como comando da
nossa mente, concedendo legitimidade à percepção&intuição.
Shirsha, finalmente, empresta seu nome ao
nono mês do ano calendário lunar hindu e do calendário indiano, que corresponde
ao nosso novembro&dezembro, aproximadamente. Ele simboliza a cabeça do
antílope, bem como a Constelação de Orion, representando o gigante caçador da
mitologia grega. Nela podemos visualizar as três Marias. E daí? No que
interessa ao shirshasana? Interessa pela presença de uma mancha negra nesta constelação,
entendida como uma nebulosa. Essa configuração corresponde ao mistério, ao
abismo onde a mente é lançada, quando se confronta com os paradoxos, tanto na
existência dos devotos quanto, sobretudo, nas iniciações dos discípulos. Nesta
situação, a mente perde o apoio até reencontrar o equilíbrio, ou seja, o
enfrentamento dos significados&significações não traz uma condição
confortável, pois, com a perda do apoio, a mente deixa de “ser” para abrir
espaço&tempo para um “vir a ser”. Ou dito de outra forma, o insight aponta
para um “vir a ser”, perdendo-se a condição estável do “ser”.
Isto é shirshasana, com o corpomente
pousada em shirsha! A condição sensorial mergulha no absurdo e começa, a partir
daí, a enxergar o mundo mítico dentro no natural, sendo mesmo a base
existencial, que abre portas para a sabedoria. Vale dizer, saindo do usual, do
trivial para mergulhar na existência pelo Infinito, para além do universo,
criando asas para a liberação&libertação, com a voz&comando do coração.
E, para finalizar, tomemos o que fundamenta a imagem da poesia na Bhagavadgita,
na síntese do verso 69, do segundo capítulo: naquela que é noite de todas as
criaturas, os sábios despertam! Ou seja, às vezes, é preciso inverter as
coisas&eventos&conteúdos para compreender o mundo de fato com o coração,
não com os olhos da mente.
Vamos praticar shirshasana com esses
significados&significações assentadas no espaço interno&subjetivo!?
[1] Por
Antônio José Botelho.
[2]
Sínteses ajustadas&alinhadas&assentadas aos comentários do curso A
Mitologia dos Asanas, promovido pela sancritforum.org, sob a inspiração de
Carlos Eduardo Barbosa.
[3] Este é
o título do livro que albergará, dentre outras compilações, esta síntese.
[4] No
início da brochura, utilizei o termo marco, e agora background mitológico. Em
verdade, o desenho mitológico, que dá sustentação aos
significados&significações, está nas abordagens de cenários&contextos míticos&históricos
das posturas. A correlação entre o introito de cada grupo e a caracterização
mitológica dos ásanas nem sempre é clara&direta, pois a conexão não é científica,
mas tântrica. Além disso, a soma de todos os textos clássicos de
hathayoga&tântrico não possuem todas as posturas trabalhadas no curso do
professor Carlos Eduardo, pois algumas delas são modernas, simples assim; e
está tudo bem!
[5] O
fundamento do ensinamento da Mandukya Upanishad, já foi citado anteriormente
duas ou três vezes.
[6] A Yogakundalini
Upanishad, sintetizada por esse praticante, em obra já citada aqui, lá atrás, traz
o seguinte ensinamento, relativamente ao ásana, expresso pela segunda frase do
quarto verso: quanto às posturas, elas são duas: a postura de Lótus e a postura
do Raio. Vejam que aqui, o que importa, de fato, é a meditação como ferramenta
principal da prática. Já na Dhyanabindu
Upanishad encontramos o seguinte ensinamento, contidos nos versos 42/43: as
posturas são tão numerosas quanto as espécies de seres vivos; só o Senhor (Shiva)
é capaz de discernir os vários tipos de posturas, no entanto, as mais
importantes são quatro: a perfeita (siddhasana), a generosa (bhadrasana), a do
Leão (simhasana) e a do Lótus (padmasana). Todas os ásanas acima
registrados foram abordados nesta brochura, à exceção da generosa (bhadrasana).
Na brochura, sintetizei oito delas, com base na tradução, do inglês&francês
para o português, do professor Carlos Alberto Tinoco: Hamsa, Mahavakya,
Ksurika, Amritabindu, Amritanada, Yogakundalini, Yogatattva e Dhyanabindu.


