27/09/2025

HOMENAGEM AO ANIVERSÁRIO DA QUINHA DE 67 ANOS

 

Uma versão 6.7 em comemoração

By Quinho[1]

A ideia é narrar os festejos do aniversário da Quinhazinha. A data foi 29.8.2025,[2] mas a farra foi comemorada em três etapas. Inicialmente, despretensiosamente como o desejo deste que elabora esta crônica de viajar&passear. Neste sentido, a decisão da Quinhazinha é sempre demorada& difícil, mas em geral tem acolhido a intenção de desfrutar viajando&passeando fora de Manaus, no que é possível. Foi assim depois da revascularização do miocárdio deste nome& forma, quando fomos para Sampa em abril deste ano, depois Lisboa em junho, em seguida Campos de Jordão em julho e agora, novamente, Sampa em agosto.

Mas, voltando ao tema do título da prosa. Quando tudo ficou definido em termos de período&hotel&passagens emergiu a configuração da programação para as farras de celebração da existência renovada da Quinhazinha, agora com 67 anos. Começo a escrever em 3.9.2025. O passeio aconteceu entre 22 de agosto e 1.9.2025. E o encontro com a família no dia 2.9.

A emergência da programação surgiu com a coincidência da ida do genro&ricafilhaquerida Carolzinha para São Paulo à trabalho, entre 23 e 26 de agosto, com ida redefinida para 24 em função do cancelamento do voo. O casal sempre festeiro &farrista então elaborou uma série de almoços& passeios, incluindo uma ida ao estádio do Morumbi para assistir o jogo São Paulo x Atlético (mineiro), onde vibramos com a vitória do tricolor por 2x0. A performance da torcedora em foco dos festejos de aniversário foi espontânea&natural. Euzinho já não ia a campo fazia um bom tempo, desde a Copa do Mundo realizada no Brasil, em 2014, e na oportunidade das Olimpiadas, também no Brasil, ocorrida em 2016.

A celebração da existência da Quinhazinha foi realizada em três momentos: com a Carolzinha&Germano em Sampa, depois com o casal de amigos Lincoln&Selma e, finalmente, com toda a família reunida, ontem, dia 2.9.2025, num lanche-jantar no Camarada Camarão, no Manauara shopping. Portanto, um longo festejo, com várias farras.

Primeiro Momento

A programação elaborada pelo casal Botelho&Andrade foi a seguinte:

1. Sábado à noite jantamos no restaurante Ça-Va Bistrô, do chef Erick Jacquin. Lá fizemos o primeiro brinde em homenagem ao aniversário da Quinhazinha.

2. No domingo, visitamos juntos, o local do apartamento que a família Botelho&Andrade está comprando no Brooklin. Uma grande conquista! Em seguida, fomos almoçar no Ibirapuera, no restaurante Bottega Bernacca, onde brindamos mais uma vez saúde para a Quinhazinha. À noite, conforme dito acima, fomos ao jogo no Morumbi, com direito ao Camarote do Ídolos do tricolor paulista, que traz uma bela imagem&marca: tu és forte! tu és grande! Lá experimentei um cachorro-quente, lembrando dos tempos em que ia ao Maracanã torcer pelo Fluzão, base do princípio tricolor.

3. Na segunda-feira, almoçamos na Casa do Porco, no centro de São Paulo, considerado um dos melhores restaurantes do mundo. Lá fizemos uma degustação de vários pratos com base suína. Desta vez, só com a Carolzinha, pois o Germano ficou trabalhando em reuniões, mas com renovados brindes de saúde para a Quinhazinha. À noite, o casal Botelho&Andrade teve jantar profissional.

4. Na terça-feira, almoçamos novamente euzinho&Quinhazinha com a Carolzinha no shopping Cidade Jardim no restaurante Adega Santiago. Novamente&sempre brindes de felicitações para a Quinhazinha! Germano continuou em reuniões. À noite, casal Botelho&Andrade retornou a Manaus.

A primeira etapa dos festejos foi super super!

Segundo Momento

Ainda em Manaus a Carolzinha deu força para fazermos dois bate&volta, sugerindo São Roque, roteiro de vinhedos, e Holambra, terra das flores. Com a ajuda do Lincoln, conseguimos desfrutar de dois passeios: Santos-SãoVicente&Holambra.

O primeiro aconteceu dia 30 de agosto, sábado, onde almoçamos no restaurante Terraço, na Ilha Porchat, que oferece uma vista espetacular da praia de Santos. Euzinho já havia estado lá numa viagem solo, em 2017. Na oportunidade, andei no teleférico de São Vicente para acessar uma visão da baia de Santos. Lembro, ainda, de ter visitado o museu do Café, onde funcionou a bolsa de valores correlata, que mostra a trajetória do capital cafeeiro, ainda hoje um importante produto mátrio&pátrio. Santos possui o maior complexo portuário da América Latina, que contemplei num passeio de barco. No retorno, ainda deu pedal de assistirmos à peça O Pai, no shopping Higienópolis, um drama da fase de demência das segundas adolescência&infância, que alguns têm que enfrentar. Serviu de alerta para mantermos água&sol, sonoregular&movimentospermanentes&dietaadequada, relacionamentos &amizades e sobretudo meditações&orações regulares, perfazendo uma boa espiritualidade! Foi um passeio muito legal, especialmente pela companhia do casal Alves& Marrocos.

O segundo passeio se deu no dia seguinte, dia 31 de agosto, domingo. A visita a Holambra, cidade das flores, também foi muito bacana. De quebra, na ida, entramos em Vinhedo, quando perambulamos pelo seu perímetro e cruzamos o seu centro, vislumbramos a pracinha&igrejinha. Lá, em Holambra, passeamos bastante pela cidade, que está em festa com a realização da maior exposição de flores&plantas do Brasil, intitulada Expoflora 2025, que vai de 29.8 a 28.9. A opção de não entrar na Expoflora decorreu de termos achado o preço dos ingressos muito caro. Todavia, sem dúvida valeria a pena, pois flores são flores! Ainda assim, visitamos um dos dois lagos de Holambra e o Moinho dos Povos Unidos, considerado o maior da América Latina. Além disso, tomamos sorvete de flores e passeamos pela ruazinha de calçamento com bandeirolas da feira, restaurantes&cafeterias, bastante arborizada, onde lanchamos antes de retornar para São Paulo, capital. Meu lanche foi uma belezura: cachorro-quente com duas salsichas alemãs, queijo e batata palha; delicioso! Almoçamos num self-service, que oferece uma comida gostosa& caseira.

Os dois passeios foram feitos com veículo alugado, dividindo as despesas com o casal amigo. Os trajetos, no geral, foram feitos com calma&tranquildade. Contudo, o retorno para a Sampa, desde Holambra, não foi sem emoções, na medida em que saímos da rota da IA por cinco vezes, o que provocou um atraso na chegada de mais uma hora. Inclusive, ao errarmos as entradas próximas ao aeroporto de Congonhas, mergulhamos em um pequeno trecho de ruas estreitas&escuras, trazendo apreensão& aflição, pelo menos para este que escreve. Atuei como copiloto, também com desatenções. Com os vacilos, imediatamente, sugeri que o amigo tivesse maior prudência, pois apesar da longa experiência em viagens pelas estradas brasileiras, os sentidos com o avançar da idade não são mais os mesmos, especialmente dirigindo à noite. O amigo contra-argumentou a necessária frequência para o devido relaxamento nas viagens noturnas, todavia continuarei apostando na prudência, ainda que a IA redirecione a trajetória. Chegamos à Congonhas, para entregar o carro alugado em torno das 23h, uma hora depois do previsto inicialmente. Afora este episódio, foram momentos de alegria& descontração com muitas risadas& gargalhadas. Aqui, renovo meus agradecimentos ao casal amigo, e tenho certeza de que a Quinhazinha me acompanha nesse sentimento.

Inclusive, com eles chegamos ao clímax da crônica. Após euzinho almoçar com a Quinhazinha no Ristorantino Caffè, no shopping Higienópolis, fomos, à noite, comer uma pizza na festejada Pizzaria Veridiana, no posto de Higienópolis. A disposição arquitetônica interna da pizzaria foi adaptada de uma fazenda de café, cujo prédio vem desde os tempos da escravatura. Na oportunidade, dia 29 de agosto de 2025, quando a Quinhazinha estava festejando 67 anos, cantamos finalmente os “parabéns para você” com o bolo&velinhas que a ricafilhaquerida Carolzinha, carinhosa&amorosamente, encomendou de Manaus. Aliás, delicioso. Uma turma de colaboradores da pizzaria alegrou a farra, batendo junto os parabéns. Clientes ao lado, que acompanharam a prosa, ganharam um pedacinho do bolo. A Quinhazinha assoprou sua segunda velinha, demandando pedidos&desejos íntimos& pessoais; a primeira foi no almoço. À propósito, já de manhã, colaboradores do Transamerica Executive Paulista foram até o apartamento cantar os parabéns para a Quinhazinha, que também ganhou flores enviadas pelas ricasfilhas queridas de Manaus.

A segunda etapa dos festejos também foi super super!

Terceiro Momento[3]

No dia 2 de setembro, a farra foi com a família completa: Quinhazinha&Euzinho; Germano&Carolzinha; Armando& Cathyzinha; e MariaClara&Manuela&MariaEduarda&MariaJúlia, quando lanchamos-jantamos no Camarada Camarão! Lá a Quinhazinha ganhou mais presentes; e soprou novas velinhas – a terceira! À propósito das lembrancinhas euzinho dei uma bolsinha Zara; um sapatinho Arezzo e uma camiseta de academia Nike; da Carolzinha ganhou bolo& champanhe& escapulário; da Cathyzinha bonecão&quebra-cabeça&bermudaLevi’s; do casal amigo um jogo de calça& blusa. Além disso, como disse acima, recebeu flores das filhotasqueridas, como ela as chamam. A Quinhazinha ficou coberta&resguardada de proteção&carinho! Que venham novas comemorações& celebrações! Foram longas, agradáveis e alegres comemorações, como ela merece tanto![4]

Eventos Isolados[5]

Logo na chegada, dia 22.8, pela manhã, fui à Livraria Martins Fontes bater ponto! Lá, comprei um livrinho de poesias de Rumi, o sábio sufi, para o amigo Lincoln, que fez 67 anos dia 20 de agosto. É leonino com a Elizoca, minha mãe; a Quinhazinha, claro, é virginiana. Na oportunidade, comprei também o livro do Osho, intitulado Zen: sua história e seus ensinamentos, repondo-o na minha biblioteca, pois havia presenteado a dra. Luciana, que me atendeu ano passado para ver a qualidade do sangue deste organismo&psiquismo. Também presenteamos o Lincoln com um calção de verão da Decathon. No final da tarde, fomos visitar os amigos Lincoln&Selma, onde papeamos bastante, já prescrutando os passeios relatados acima.

No sábado pela manhã, dia 23.8.2025, fomos bater na emergência do Igesp, para a Quinhazinha obter uma prescrição para a sinusite, que a incomodava com dores de cabeça. No final da tarde, fui ao cinema, na Reserva Cultural, onde assisti ao filme biografia de Charles Aznavour, um craque imigrante armeno, que deu relevante contribuição para a cultura francesa com suas letras&músicas. Antes, euzinho&Quinhazinha almoçamos no restaurante Pecorino Trattoria, no shopping Cidade de São Paulo.

Na segunda-feira à tarde, dia 25.8.2025, fui novamente ao cinema, agora para assistir O Último Moicano, que encena a história de um pastor de ovelhas que resiste às investidas &ameaças da máfia por suas terras, visando negócios turísticos na costa da Córsega. O drama transcorre quando ele, acidentalmente, mata um mafioso que o intimidava. A partir daí dá-se uma caçada, ao mesmo tempo em que vira herói, a comunidade lhe presta solidariedade, ajudando a fugir. À noite voltei ao Reserva Cultural para assistir ao filme Uma Bela Vida, que retrata a fronteira entre a fronteira entre a vida e a morte pela doença cruel&finalística. O centro da narrativa é um departamento hospitalar francês de cuidados paliativos. Um filósofo escritor publica sobre a temática e ele próprio tem um câncer adormecido, que poderia acordar de uma hora para outra. Ele se aproxima do médico responsável pelo departamento de cuidados paliativos. Daí várias historinhas; a última, do próprio filósofo, fica em suspense. Mas, podemos supor que ele vai ter que lutar pela vida para uma boa morte! Na oportunidade, comprei uma versão em quadrinhos do livro O Admirável Mundo, um clássico do Aldous Huxley, que presenteei para a fonoaudióloga Tânia que me atendeu na compra frustrada do aparelho auditivo, relatada adiante.

Na terça-feira, dia 26 de agosto, pela manhã, foi minha vez de fazer uma consulta na gastro-protologista, para averiguar desequilíbrios associados ao estomago&intestino&hemorroidas deste organismo& psiquismo. Felizmente, passível de tratamento medicamentoso. Ando meio estremecido com duas cirurgias em menos de um ano. Depois, almocei com a Quinhazinha no Le Jazz Brasserie, no shopping Higienópolis.

Na quarta-feira, dia 27 de agosto, pela manhã comprei um aparelho auditivo, pois a perda passou de leve para moderada e minhas ricasnetas queridas Maria Clara e especialmente Manuela têm me cobrado uma solução. Mas infelizmente o aparelho deu pau no domingo (31,1), me forçando a devolvê-lo na segunda-feira (1.9). Confesso que até achei bom, na medida em que a resistência ainda é grande, embora a necessidade esteja estabelecida. No sentido financeiro, resgatei o crédito comprometido no cartão com a compra em 18 parcelas; que aparelhinho caro esse, gente! A gerência do Centro Auditivo Viver foi compreensiva&correta. No finaldetarde&iníciodanoite (27.9), nos encontrarmos com o casal amigo Alves&Marrocos no Mundo Pão do Olivier, no Conjunto Nacional, da Paulista, onde desfrutamos de pães& doces super gostosos com cafezinho&chá, oxigenando&renovando a agenda para os passeios já relatados. Em seguida, fomos assistir ao show do Trupe Chá de Boldo – Rua do Rio, no Centro Cultural Fiesp – Teatro Sesi, da Paulista. Lincoln sempre lembrando que fazia parte das comemorações do niver da Quinhazinha.

No dia 28 de agosto, pela manhã fui passear de metrô com o amigo Lincoln, indo até a rua 25 de março, objetivando comprar duas deusas hindus (Kali&Durga), para presentear amigas yoginis, Ianeza&Silvana,[6] mas batemos fofo, pois a firma Katmandu se mudou para o Brás. Contudo, o passeio valeu a pena, especialmente pela visita à Estação da Luz, cuja arquitetura lembra a de Londres, segundo o Lincoln. Almoçamos num ótimo restaurante vegetariano, o Pop Vegan, perto de onde ele mora, com um custo-benefício super favorável, pois a comida é muito boa. Lá conhecemos um paraibano super gente boa, Adalberto, que trabalha como narrador de audiolivro e que está voltando para sua terra para cuidar, como filho caçula, dos pais idosos. Lembrei do papel deste personagem, organizando a existência da Elizoca, no estágio final.[7] À noite, novo encontro com o casal Alves& Marrocos, já com os preparativos finais para os passeios em comemoração ao niver da Quinhazinha. Lanchamos no Madero, do shopping Pátio Paulista.

Para passar a régua e fechar a conta, no dia 1 de setembro, almoçamos no restaurante Andiamo, no shopping Cidade de São Paulo, e euzinho lanchei um saboroso sanduba choripan no restaurante Cortés Asador, no aeroporto de Guarulhos.

As investidas na saúde me subtraíram a oportunidade de contemplar a arte de Monet, em temporada de exposição no Masp. Em contrapartida, pintei pequenas mandalas e finalizei três jogos médios Sudoku. À propósito, concluí a leitura do tópico “Quem Sou Eu?”, do livro Pérolas de Sabedoria, de Sri Ramana Maharshi. Por fim, ofereci como sempre tenho feito, mais uma mudinha de roupa (duas calças Lewis; duas bermudas Hering e um fleece Solo) para um colaborador do Conjunto Nacional, na Paulista. E está tudo bem!

Entre&durante um evento&outro, umas&algumas comprinhas! Lembro de idas&retornos na Decathlon e compras na Hering& Shoulder. Na Decathlon repus uma calça segunda pele, de duas doadas em Campos de Jordão; da Hering ganhei, da Quinhazinha, uma camiseta simples, na cor salmão. Isso, sem falar nas visitas às farmácias.

Terminei a prosa, em versão bruta para revisão, dia 5.6.2025! Vida ainda mais longa para Quinhazinha, com bem-estar renovado e espiritualidade aprofundada! Esse tripé é tudo o que precisamos para valorizar&honrar a existência humana!

Galeria de flashes&fotos

Pessoas de óculos sorrindo

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Nota: Em Holambra: mil vezes mil flores para a Quinhazinha!

 

Grupo de pessoas sentadas ao redor de uma mesa de restaurante

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Nota: Jantando no Ça-Va. Almoçando no Bottega Bernacca.

Pessoas sentadas ao redor de uma mesa de restaurante

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Nota: No Morumbi, comendo cachorro-quente. Na Casa do Porco.

Pessoas sentadas ao redor de uma mesa

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Nota: Almoçando no Adega Santiago. Lanchando no Mundo Pão do Olivier.

 

Pessoas posando para foto de óculos escuros sorrindo

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Nota: Indo para Santos&SãoVicente. Indo para Holambra.

Uma imagem contendo mesa, segurando, comida, frente

O conteúdo gerado por IA pode estar incorreto.Mulher sentada em frente a mesa com copos e pratos

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Nota: Assoprando velinhas e fazendo pedidos!

Nota: Comendo pizza na Veridiana. Almoçando no Terraço.

Pessoas sentadas ao redor de uma mesa com comida

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Nota: Almoçando&lanchando em Holambra.

 

Nota: Lançando no Madero. No Teatro Sesi, na Paulista.

 

Nota: Indo para Sampa; voltando, ao lado da amiga Janete, num arranjo aleatório, quando colocaram o papo em dia, com boas lembranças&risadas.



[1] Tratamento amoroso&carinhoso do casal nos tempos da brilhantina, quando a paixão&tensão rolavam soltos. Diminutivo de Tutuquinha&Tutuquinho.

[2] Nesta data também fazem aniversário o irmão João e o sobrinho Thiago. Assim, ademais, ficam aqui registrado meus votos de vida longa com bem-estar e espiritualidade para eles!

[3] Infelizmente, não houve registros fotográficos desse momento, além do assopro das velinhas.

[4] A crônica mereceu revisão, com correções&acréscimos, do amigo Lincoln. Inclusive esta frase, a última deste parágrafo, que acolhi, é de sua lavra, enquanto vaishnava exemplar&exímio bhaktiyogin.

[5] Apenas aparentemente isoladas; na realidade, as partes formam um quebra-cabeça que se complementam mutuamente, numa peça só, com centralidade na Quinhazinha!

[6] Dia 5 de setembro, num café da manhã com a família de Silvana, companheiro &filha e irmã&sobrinha, em sua casa, e com amigos do Yoga, Izaltina& Marineuza também yoginis presentes, soube que ela igualmente faz aniversário dia 29.8. Desta forma, registro meu desejo de vida longa para ela com bem-estar e espiritualidade!

[7] A Elizoca faleceu, outrossim, dia 29.8.2013!

16/04/2017

NOVA ROTINA, NOVA DISCIPLINA, NOVOS PROJETOS: uma nova inflexão existencial

Muitos já foram os ritos de passagem; mais um se apresenta, com a aposentadoria voluntária concedida via publicação no DOU, de 4.4.2017, da Portaria nº 99, de abril de 2017, de responsabilidade da diretora de capital humano da Suframa. Com ela, intento iniciar novas atividades sustentadas pela prática de Yoga, desenvolvendo projetos coletivos voluntários e em grupos e solos remunerados, e participando do corpo docente de uma Faculdade nos cursos de administração e/ou engenharias.
A carreira de técnico do governo Federal realizada pode ser considerada satisfatória, seguramente acima da média, com boas e relevantes contribuições, tanto para a instituição Suframa, quanto frente ao Projeto ZFM, em especial com a participação na implantação de um Sistema de Planejamento no chão institucional e com a elaboração de uma ideologia vertida para o autodesenvolvimento do chão amazônico.
No nível estratégico, lançamos sementes para a criação, para a emergência de firmas locais com conteúdo tecnológico vertido as amazonidades, cujos frutos tardam a prosperar, especialmente frente a perda de poder político da Suframa, incluso o vazio no poder financeiro de execução de ações convergentes. A ideia era - e é - rivalizar com a lógica inerente da atração de investimentos, no sentido de complementar a função do desenvolvimento sustentável.
No nível do autodesenvolvimento, criamos conceitos, à revelia da aristocracia de especialistas globais, qual growing up para fazer frente ao determinismo econômico que a fronteira tecnológica e o sistema global de inovação estabelecem numa dimensão planetária. A ideia era - e é - contribuir para a construção de um capitalismo amazônico, selando e montando o cavalo alado do desenvolvimento sustentável, numa trajetória tecnológica associada às amazonidades. Nesse sentido, do de caminhar com as próprias pernas, precisamos, ainda, criar as condições objetivas favoráveis para enfrentar as exigências globais desde uma perspectiva das necessidades locais no contexto do sistema capitalista. De uma forma geral, os apontamentos da economia política foram lançados para debaixo do tapete da histórica com a indução dos estados nacionais tardios, quando a hegemonia dos países ditos desenvolvidos transitou da posse do território para o domínio tecnológico e cultural.
Ao fim e ao cabo da atuação profissional na Suframa, a Portaria nº 559, de 22.12.2016, da lavra da Superintendente, que homologou a classificação e a pontuação individual dos servidores para o recebimento da Gratificação de Qualificação no período de janeiro a junho de 2017, posicionou o servidor Antônio José Lopes Botelho em quarto lugar na referida concorrência, entre 160 participantes. Destaque-se que os três primeiros colocados têm o título de doutor. Essa gratificação foi incorporada aos proventos da aposentadoria.
Ao longo de 33 anos de atividade na Suframa - mais 5 antes dela - foram publicados sete títulos apontando para um desenvolvimento minimamente autônomo e interdependente, destacando-se o Redesenhando o Projeto ZFM, o Sínteses & reflexões em prol das amazonidades como ideário de desenvolvimento e o Pequeno Ensaio em prol da Construção de um Capitalismo Amazônico a partir de Manaus. Portanto, representando uma contribuição ativa e contributiva, sobretudo, livre e independente.
Ao longo desse período, procurei, por conta própria, avançar e ir além das graduações em engenharia civil e administração, finalizando um mestrado profissional e três especializações. As áreas pós-graduações foram a engenharia de produção, a ciência política, projetos industrias e a avaliação de impactos ambientais, além de uma série de cursos sobre políticas e estratégias de governo. Foram, seguramente, mais de 6 mil horas de estudo formais. Informais; incontáveis foram as horas de leitura, estudo e aprendizado.
Já o aprendizado do Yoga, lastreado pelo Vedanta e agora buscando o apoio do Ayurveda, começou no final de 2005, isto é, quase 12 anos atrás. No meio desse caminho, finalizou Curso de Formação em Yoga, sob a responsabilidade de Pedro Kupfer. E segue realizando estudos de Vedanta, lendo os livros de Carlos Alberto Tinoco, ouvindo os CD’s de Glória Arieira e participando de encontros com Pedro Kupfer. No contexto do auto-estudo, mesmo fora da tradição, portanto, com caráter neófito, publicou pelo www.clubedeautores.com.br dois títulos: Sínteses ilustradas de nove das principais Upanishads: uma abordagem do que elas ensinam sobre os fundamentos vedânticos, e Sínteses de oito Upanishads: uma visão do que elas ensinam sobre o Yoga. Recentemente, realizou panchakarma sob a orientação do Dr. Ruguê, Swami Narayana, quando espera aprofundar o estilo de vida que o Yoga proporciona, sob a orientação de uma dieta adequada e apropriada.
Após iniciar prática de Yoga sob a instrução da professora Iza (2005/2006) e do professor Aristides (2006-2008), segue praticando diariamente, sozinho, porém, nunca solitário. Como instrutor desenvolveu: i) experiência de 16 meses com internos masculinos e femininos da Fazenda Esperança/Manaus em 2010/2011; ii) experiência de 20 meses com servidores da Suframa em 2011/2012 e 2015/2016; iii) experiência de 12 meses com condôminos do Residencial Mundi em 2015/2016; iv) experiência de 4 meses com amigos e convidados no Parque Municipal do Mindu em 2015; e, v) experiência de 4 meses com profissionais do Escritório Jurídico Andrade GC em 2015/2016. Novos projetos voluntários estão em curso: i) novas experiências no Residencial Mundi (8 meses); ii) na Suframa (3 meses); e, iii) no Manaus Country Club (2 meses). Projetos remunerados também já estão em curso, no momento com um aluno particular (fev/2017), com práticas realizadas na casa do praticante. Quem sabe não seja possível abrir um espaço dedicado à prática do Yoga num futuro próximo?

Além da atuação como técnico, serviu à Suframa como diretor e assessor, em diversas oportunidades, cujas experiências contabilizaram positivamente para a titulação de qualificação. Agora, como instrutor de Yoga, como dito e sugerido acima, pretende retribuir à sociedade tudo o que recebeu em nível de benefícios desse Conhecimento e estilo de vida milenar. Em paralelo, pretende, ainda, voltar ao chão da sala de aula como professor universitário, para continuar aprendendo com a atividade de ensinar, campo de atuação onde já conta com uma experiência acumulada de 9 anos, sendo dois na Ufam (1991/1992) e sete no Cesf (2001/2007), quando teve a oportunidade de contribuir para a consolidação da disciplina Política Industrial e Inovação Tecnológica. Assim, negociações e tratativas para o estabelecimento de uma nova rotina, uma nova disciplina e novos projetos estão em curso e deverão confirmar uma nova inflexão existencial. Que isso seja possível, sobretudo, que possa trazer benefícios para os seres que tomarem contato com ela! A intenção continua sendo a busca do autoconhecimento!

19/11/2016

DE UM DESAFIO HISTÓRICO

Da criação de firmas[1]

Contexto introdutório

A ideia é contraditar de forma complementar a perspectiva da atração de investimentos. Nessa dimensão, entende-se que o desenvolvimento se dá de forma equilibrada com essas duas funções, a consubstanciar a indústria de transformação: atração + criação; criação + atração, consolidando as estruturas industriais. O foco, portanto, é o processo de industrialização de Manaus, extensivo a todo local do chão amazônico.
O PIM tem cerca de 600 (seiscentas) empresas incentivadas, cujo produto é maior do que muitos PIB de pequenos países. Em geral, é reconhecido pelas marcas internacionais que se estabelecem por forças das vantagens comparativas, aqui entendidas vantagens competitivas estáticas, oferecidas pelo Projeto ZFM. Trata-se de um mecanismo já bem fortalecido que opera a quase 50 (cinquenta) anos e com sobrevida até 2074, quando chegará ao final do seu atual prazo de vigência constitucional.
Apesar dessa potência industrial, Manaus não foi capaz de criar firmas que pudessem competir e concorrer em nível de faturamento e geração de trabalho e de renda, para reduzir a dependência do seu processo de industrialização ao capital e tecnologia atraída. Muitos podem ter sido os motivos, que podem estar explícitos ou implícitos na forma política com que seu capital social teve ou não teve competência estratégica de reconfigurar a natureza do produto gerado pelo PIM, em particular frente à pujança e independência de suas marcas tecnológicas e liderança empresarial.
Não importa a desculpa ou a justificativa. Importa mais observar e testemunhar que Manaus deixa de adotar a ZFM, na vertente industrial, como plataforma de criação de uma estrutura empresarial local, com estratégia própria, atuando de forma global.
Então, o objetivo desta reflexão − Da criação de firmas − é rivalizar em termos de políticas públicas com o marco regulatório da ZFM, visando construir um segundo pilar, um segundo vetor que complemente o processo de industrialização manauara. E, para tanto, é necessário destacar a dimensão patrimonial em duas grandes ambiências: a endógena e a exógena, pois diferentes são os mecanismos e ferramentas de política industrial e tecnológica que se deve implantar para consolidar firmas, tanto atraídas, quanto especialmente criadas.

Do tratamento endógeno

A despeito da ausência de cultura capitalista tupiniquim, ainda que haja muitos investimentos com tecnologia universal acontecendo, e mesmo de ponta como os que decorrem do laboratório de TI da Ufam, que adote a busca do progresso técnico como evolução de sua plataforma industrial, mecanismos e ferramentas de política industrial e tecnológica podem e devem ser desenhados, implantadas, avaliadas, reformuladas e mantidas de tal sorte que Manaus consolide e potencialize o processo de industrialização que a ZFM oferece. A tática e o segredo para o desenho da estratégia é perceber e entender que o progresso técnico, via indústria de transformação, parte do equilíbrio entre oferta e demanda tecnológica. No equilíbrio, estão postas as condições favoráveis para a configuração de uma ambiência onde impere o empreendedorismo, a inovação e o crédito. Esses três vetores, claro, promovidos e incentivados perenemente, enquanto perdurar a lógica capitalista da acumulação de lucros e apropriação de conhecimento.
O primeiro pincel para o desenho de uma política industrial e tecnológica de longo prazo é levantar e manter um amplo diagnóstico das firmas com capital e tecnologia local em todos os setores possíveis da economia, especialmente ativos os setores que convirjam para a bioeconomia, notadamente a biotecnologia. Esse diagnóstico seria tanto quantitativo quanto qualitativo. Ou seja, além do número, o levantamento registraria competências e habilidades, carências e necessidades de cada seguimento em termos industriais e tecnológicos. Esse levantamento não seria trivial, mas certamente fundamental para ao todo o resto.
O segundo pincel é caracterizar cada setor frente à oferta tecnológica disponível e à demanda diagnosticada. Em geral, acredita-se que, pela inexistência de tradição industrial, combinada com a sina histórica da atração de investimentos, e considerando os laboratórios e centros de P+D existentes, deverá prevalecer na maioria dos setores maior oferta do que demanda tecnológica. Mas não será difícil identificar algum setor que, embora estabelecido, esteja travado em termos de melhorias e inovações, incrementais e transformadoras.
A oferta tecnológica maior do que a demanda correlata pode estar moldada pelas dezenas, dezenas de centenas, talvez milhares de dissertações e teses, de investigações lavadas a termo por grupos de pesquisa dos laboratórios e centros de P+D locais cujo destino final não é o mercado, mas as prateleiras das bibliotecas das faculdades e institutos de tecnologia. Já o inverso pode ser sinal da própria falta de empreendedorismo inovador, que impulsione e potencialize produtos e mercados dinâmicos. Admite-se que muitas idealizações tenham até mesmo sido testadas em laboratórios, desde seus protótipos. É essa deficiência, de transformar conhecimento em negócios, que deve ser superada como base fundamental do processo de criação de firmas. Esse processo não é de curto ou médio prazo. Nem mesmo de longo prazo. Mas sim de longuíssimo prazo, que se estabelecerá secularmente enquanto cultura em decorrência de uma política de Estado, instituto que alberga o capital, em sinergia com a adaptação do DNA social do chão amazônico ao risco associado ao progresso técnico aplicável à indústria de transformação.
O terceiro pincel seria o dimensionamento de um conjunto de planos de negócios que oportunizassem a retirada das dissertações, teses e investigações das prateleiras, visando a lançar produtos com base em insumos e saberes da floresta – aqui entendidos como amazonidades – no mercado. Esse processo seria continuadamente mantido e alavancado e avaliado até que se tornasse culturalmente forte e predominante, como dito acima. Crédito disponível permeando todos os locais do chão amazônico seria a fonte permanente para seus lançamentos no mercado, nutridos de forma também permanente pela busca de melhorias e inovações incrementais. Poder-se-ia idealizar um programa robusto de geração de start up’s!
Já o quarto pincel constituiria na aplicação de mecanismos e ferramentas práticas, no sentido temporal, isto é, temporários e renováveis, como a adoção do poder de compra combinado com a proteção de mercado com barreiras fiscais estabelecidas pelo Estado. Outros mecanismos e outras ferramentas deverão ser aplicadas conforme necessidade e carência especificas de cada setor da economia, onde se incluem os incentivos fiscais. Mas deverá haver uma dinâmica industrial e tecnológica permanente que sobreviva às cores partidárias dos vários governos que se sucedem, vertida e convergente com o desafio histórico de se construir uma cultura empresarial com cunho e estratégia própria. Verdadeiramente um capitalismo amazônico![2]

Do tratamento exógeno

Aqui as condições objetivas, industrial e tecnologicamente falando, se invertem completamente. É importante, nesse sentido, o capital social de Manaus ter consciência de que a simetria e conformidade entre o chão de fábrica, associado aos pacotes tecnológicos atraídos com os investimentos produtivos, tem muito pouco ou mesmo nenhuma conexão e integração com os laboratórios e centros de pesquisa locais. Essa limitação constitui um grande obstáculo à agregação de valor via melhorias e inovações de processo e, especialmente, de produto. Constitui, portanto, uma demanda tecnológica elevada frente à frágil oferta tecnológica.
Também aqui pouco importa as justificativas atribuídas à essa limitação, todavia, fundamentalmente computada à natureza intrínseca e contradições internas do Projeto ZFM, notadamente quanto à exigência essencial para o gozo dos incentivos fiscais ­ vantagens competitivas estáticas ­, que é o cumprimento do PPB. Ou seja, o simples ajustamento do projeto industrial e tecnológico às condições mínimas de fabricação permite a operação de plantas industriais ao longo do tempo que conferem saltos e inovações incrementais e transformadoras sem que haja qualquer esforço local de P+D. Exemplos: passagem tecnológica da TV em preto & branco para colorida; substituição do tubo catódico para a tecnologia de plasma e correlatas; incorporação das transformações tecnológicas em aparelhos de telefonia móvel; etc. etc.
Entende-se que essa condicionalidade dependente pode ser alterada com uma postura arrojada do empresariado local junto com a elite governamental via políticas públicas convergentes à busca do desenvolvimento industrial e tecnológico autossustentado. A ideia é passar a sugerir, oferecer, ou mesmo exigir minimamente numa proporção de 1:3, que na aprovação de projetos industriais, parcerias estratégicas sejam formadas em termos de joint-ventures. Em paralelo, que haja um plano ousado de compra e aquisição, fusões e/ou incorporações de plantas industriais por parte do empresariado local com financiamento oficial em formatação adaptada ao processo de melhorias e inovação. Sem descuidar das possibilidades da criação de um programa de promoção de spin off’s que seja desafiador e multiplicador!
Nesse amplo programa de consolidação da estrutura estratégica da dimensão patrimonial local-nacional, e mesmo estrangeira, junto à tendência tecnológica high tech, deve-se explorar as técnicas utilizadas por economias que se aproximaram da fronteira tecnológica via processos de atração de investimentos combinada com a transferência de tecnologia que são: a engenharia reversa e a engenharia reversa ampliada. Em paralelo, claro, um robusto programa de formação de capital humano técnico e especializado nas engenharias e disciplinas afins, que consubstanciariam o capital intelectual das firmas privadas, organizações públicas e laboratórios e centros de pesquisa em prol da condição autossustentada junto ao desafio de construção de um capitalismo amazônico lastreado por amazonidades, bem como da consolidação, de forma enraizada, das firmas atraídas e incentivadas.

De linhas de ações

A Suframa, responsável pela administração do Projeto ZFM, tem idealizado estratégias e táticas que visam a não só a atração e consolidação de investimentos, mas inclusive a criação de negócios locais ­ e mesmo regionais. Sob a batuta da égide sustentável, adicionou à sua missão o apoio necessário à educação, à ciência, à tecnologia e à inovação, de tal sorte a tornar a economia de Manaus e do chão amazônico competitiva. Não obstante, ao não distinguir claramente, ainda que esteja colocado subliminarmente, mecanismos e ferramentas de políticas industrial e tecnológica que visam alvos distintos sob a ótica da dimensão patrimonial, peca, ao nosso ver, por não destacar e sublinhar necessidades e carências diferenciadas desde a perspectiva da oferta e da demanda tecnológica.
Essa postura, contudo, implicaria em enfrentar com clareza e visibilidade o desafio histórico de consolidar o processo de industrialização de Manaus e arredores, forjando uma estrutura empresarial com estratégia própria. Admite-se que esse entendimento seja politicamente incorreto e inadequado, até porque o discurso e, sobretudo, a prática são construídos sob a estreita vigilância de interesses explícitos pela manutenção do status quo. Vale dizer, pela irredutibilidade da permanência perene das vantagens comparativas ou competitivas estáticas a beneficiar e a priorizar a lógica da atração de investimentos. Por pressuposto, a conquista de uma ambiência que libere e nutra vantagens competitivas dinâmicas aponta para a adoção de incentivos fiscais de forma temporária e localizada.
Ainda assim, poderíamos realçar algumas linhas de ações que convergem para a construção de um capitalismo amazônico contidas nas linhas estratégicas tecnologia e inovação, capital intelectual e empreendedorismo e desenvolvimento produtivo, admitindo o diagnóstico de competências e habilidades, carências e necessidades de cada setor nas mãos do capital social de Manaus:
        1.       Apoio à realização sistemática de plataformas tecnológicas;
Essa tática é considerada de extrema importância para a busca do equilíbrio entre oferta e demanda tecnológica. E teria aplicabilidade tanto para a comunidade endógena quanto para a exógena. Trata-se de um mecanismo que visa o desenho de projetos de P+D assinados, chancelados e financiados pela tríade governo-academia-indústria;
        2.       Incentivo ao empreendedorismo científico-tecnológico;
Não se tem como construir um capitalismo amazônico sem a promoção contínua e especializada do empreendedorismo.
        3.       Articulação para a integração entre a academia e empresa, visando a inovação via criação ou aprimoramento de produtos e processos;
Tática aplicável tanto para a alavancagem de start up’s quanto de spin off’s, sem falar nas possibilidades para implementar melhorias e inovações no chão de fábrica incentivado, empresas incubadas e firmais locais.
        4.       Apoio à manutenção e ampliação dos sistemas local e regional de incubadoras;
Seria fundamental agregar à essa tática, novos conceitos como aceleração de negócios.
        5.       Incentivo e estímulo às empresas de base tecnológica;
Há uma conexão lógica entre o empreendedorismo inovador, aceleração de negócios e incubação de empresas com essa tática no sentido de suas emancipações no mercado;
        6.       Estímulo ou apoio à oferta de cursos de empreendedorismo a partir de instituições de ensino ou em parceria com outras entidades públicas ou privadas;
A ideia é oportunizar a todo graduando a elaboração de um plano de negócios para viabilizar economicamente um produto desenvolvido nos laboratórios e centros de pesquisa locais.
        7.       Apoio à oferta de suporte técnico para a geração de planos de negócios e disseminação de práticas de gestão e de capacitação de recursos humanos;
Essa tática se associa com todas as linhas de ações vertidas ao empreendedorismo. Idealmente, toda graduação deveria exigir um Plano de Negócios, além de uma Monografia, para colocação de grau.
        8.       Apoio a disseminação de redes de conhecimento e aprendizado;
Um dos pressupostos básicos de consolidação de um sistema local de inovação é a sinergia positiva entre confiança, cooperação e aprendizado dos agentes econômicos.
        9.       Apoio a iniciativas que visem o desenvolvimento sustentável para o aproveitamento de potencialidades regionais e oportunidades de negócios ­ na forma de amazonidades ­, inclusive ALC’s, Distrito Agropecuário da Suframa e Arranjos Produtivos Locais;
Essa tática visa incrementar, no sentido de tornar real, o marco regulatório de incentivo à industrialização no chão amazônico da década de setenta do século passado, que foi recentemente reformado complementarmente num outro regramento aplicável tão somente às ALC’s. Converge positivamente para a ação emergencial denominada “Potencializar o processo de industrialização das ALC’s com base em insumos regionais na lógica do desenvolvimento sustentável”. 
        10.   Articulação com os setores público e privado para a captação de recursos financeiros para o setor produtivo da área de jurisdição da Suframa;
Essa tática tem convergência com o vetor crédito da trilogia virtuosa do capitalismo, junto com o empreendedorismo e a inovação. Estabelece forte vínculo, ainda, com a ação emergencial intitulada “Estudar a viabilidade de constituição de um Fundo de Investimentos, a partir da TSA, visando a consolidar a competência institucional de agência de desenvolvimento”.
A fonte dessas linhas de ações, dessas táticas é o Plano Estratégico da Suframa aprovado pelo CAS em 2010. As três áreas estratégicas aqui selecionadas para priorizar a construção de um capitalismo amazônico oferecem 37 linhas de ações, portanto, fizemos uma seleção representando 27%. Ao todo, o Plano Estratégica alinha 84 táticas, distribuídas nas oito áreas estratégicas (desenvolvimento organizacional, 10; gestão de incentivos fiscais, 7; logística, 10; tecnologia e inovação, 14; atração de investimentos, 9; inserção internacional, 11; capital intelectual e empreendedorismo, 9; e, desenvolvimento produtivo, 14). É muita ousadia! O seu conjunto representa um verdadeiro desafio histórico!

Considerações Finais

Nem se a Suframa fosse política e financeiramente forte, como nos velhos tempos, conseguiria executar sozinha as 10 linhas de ações selecionadas, muito menos a sua totalidade alinhada junto às áreas estratégicas. Parcerias institucionais e acordos financeiros seriam necessários para implementar minimamente as táticas, em termos de metas, prazos e cronogramas, que vertem, na nossa opinião, para a trilogia virtuosa do capitalismo: empreendedorismo, crédito e inovação. Aplicável às amazonidades, por certo e claro. E, sobretudo, vontade política e empreendedorismo institucional. Sem falar que outras visões estratégicas devem ser acionadas e complementadas, coordenadas e sistematizadas pela interação governo-academia-indústria. Tudo amalgamado por um "Sistema de inteligência competitiva sistêmica", entendido no Plano Estratégico da Suframa como um fator crítico de sucesso.
A década 2003-2012 proporcionou a emergência do Sistema Manaus de Inovação. Desde então, iniciativas e feitos para alavancar o empreendedorismo tem sido itens constante da agenda política. O crédito precisa entrar definitivamente na lógica do risco associado ao sistema capitalista e vertido ao progresso técnico. A superação da dependência aos investimentos produtivos e pacotes tecnológicos exógenos não poderá ser conquistada em uma década, mas talvez seja possível em um século, caso esforços sejam encetados e empreendidos desde aqui e agora. Superar não significa negar, mas ir além.
Insta registrar que apesar de se transitar por mecanismos e ferramentas de política industrial e tecnológica visando a consolidação de firmas existentes e instaladas, tanto de capital local quanto estrangeiro, a prioridade é pela criação de novas firmas, privilegiando o título da reflexão. Tudo na vida é opção e decisão. Que haja um capitalismo amazônico num futuro desejado, que proporcione melhor liberdade política e maior independência econômica no chão amazônico! Entende-se, nesse contexto, que a atração de investimentos representa uma política pública consolidada.




[1] Da lavra de Antônio José Botelho, enquanto “Carta aberta” aos Engenheiros da Turma de 1978 da Ufam.
[2] Termo hiperbólico, entendido como uma categoria de análise, criado pelo autor para acomodar outros conceitos, quais: growing up e economia de enclave industrial, que participam de outras reflexões e que objetivam motivar e desafiar o capital social de Manaus a superar a dependência do Projeto ZFM. A ideia da construção de um capitalismo amazônico é o cerne do Pequeno Ensaio em prol de um Capitalismo Amazônico a partir de Manaus, publicado em 2011 pela Editora Caminha em Manaus e em 2012 pelo sistema iTunes na rede mundial de computadores.